Detalhes do Trabalho

ASPECTOS FISIOPATOLÓGICOS DA ESQUIZOFRENIA

Trabalho de Conclusão de Curso

Semestre:  2/2023
Autor: Gisseller Lorena Rech Blass
Orientador: Nelson de Mello
Coordenador: Michela Da Rocha Iop
Curso: PSN - Psicologia
Resumo: 

A esquizofrenia é um transtorno mental extremamente complexo e as bases neurobiológicas dessa condição não foram completamente esclarecidas. O transtorno esquizofrênico se caracteriza pela presença de dois ou mais dos cinco sintomas a seguir: delírios, alucinações, discurso desorganizado, comportamento gravemente desorganizado e sintomas negativos (i.e., expressão emocional reduzida e comportamento desmotivado). Trata-se de um transtorno extremamente complexo, cujas bases neuroquímicas que ainda não foram completamente esclarecidas. Apesar de existirem diversas alterações na estrutura e no funcionamento cerebral, não há uma única característica que possa ser analisada e que permita afirmar que o paciente seja esquizofrênico; por isso, tornam a doença uma condição clínica de difícil diagnóstico. Atualmente, os tratamentos disponíveis são paliativos e sintomáticos e, diferentes alvos farmacológicos vêm sendo estudados e testados, com isso, diferentes terapias farmacológicas e/ou imunológicas têm apresentado resultados promissores. Não menos importantes, os tratamentos não farmacológicos, como a psicoterapia, têm contribuído para o manejo e qualidade de vida dos pacientes. Diante da complexidade da esquizofrenia, tanto no aspecto clínico quanto neurobiológico, procuramos revisar aspectos fisiopatológicos da esquizofrenia. Para tanto, optou-se pela modalidade de revisão narrativa. Os resultados indicam que entre as várias hipóteses para o desenvolvimento da a esquizofrenia está a desregulação nos níveis cerebrais de alguns neurotransmissores, bem como, com modificações na estrutura e volume cerebral, com etiologias variadas, desde fatores genéticos, congênitos, ambientais ou comportamentais. Os tratamentos disponíveis na atualidade são baseados em intervenções farmacológicas e psicossociais e devem ser acompanhados por uma equipe multiprofissional, possibilitando uma melhor qualidade de vida para os pacientes, bem como, sua reintegração cultural, familiar e comunitária. Os tratamentos medicamentosos, assim como as abordagens psicossociais, são variados e deve-se optar pela estratégia que melhor atender as necessidades individuais de cada sujeito.

Palavras-chave: esquizofrenia, desequilíbrio neuroquímico, saúde
Data da Banca: 05/12/2023
Data de Públicação do Trabalho: 08/02/2024